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Pular Links de NavegaçãoPágina Inicial » Artigos » Visita à Fábrica da DW DRUMS - Agosto 2007

Recentemente tivemos a honra de visitar, talvez a marca de baterias mais aclamada e desejada da atualidade, a DW DRUMS. Confesso que fiquei muito apreensivo até este momento, pois eu particularmente sou um dos fãs da marca, pra mim uma das três melhores do mundo e sempre me dediquei a pesquisá-la com afinco. Graças à força do nosso amigo Julio Figueroa (endorsee da marca), conseguimos um contato mais próximo a eles, com isso o Batera Clube acabou tornando o responsável no Brasil, pelo Backline aos artistas internacionais do casting DW. Quando estes vierem tocar no Brasil e precisarem de algum instrumento, nós teremos a honra de prestar o suporte.  Aproveitamos a nossa visita para formalizarmos esta união e acabamos dando uma “vasculhada” na fábrica, acompanhado de dois grandes amigos, Alessandro Bisetto e Julio Figueroa, que me ajudam sempre com a língua nativa, afinal o meu inglês ainda é pífio.

A Fábrica da DW está localizada em Oxnard na Califórnia, cerca de 100km de Los Angeles, instalada em três grandes e portentosos galpões. Lá eles fazem toda a parte de montagem das ferragens (algumas peças vêm da China) e a confecção das baterias DW Collectors. A linha Pacific PDP é feita no México. Chegamos por lá no final do dia, próximo das 16:30, já sem nenhum operário na fábrica, o que facilita a visita, mas por outro lado, perdermos em ver a forma como trabalham. Fomos recebidos muito agraciadamente por Sarah Golden, a simpática coordenadora de mídia da DW, responsável pelo nosso backline junto a DW. Ela prontamente nos levou para a esperada visita à fábrica.

De cara ela nos levou ao showroom, chegando ao recinto fiquei instantaneamente chocado! Sem dúvidas ali pairava um paraíso que muitos ficariam emocionados. Julio Figueroa não se conteve, ele sentou em cada kit e começava a tocar, descendo a marreta sem dó ou qualquer tipo de timidez. A sala é bem ampla e organizada, com centenas de tambores, caixas, ferragens, kits montados, desmontados, mostruários de cores, fotos, discos de platina e diamante nas paredes (dos artistas endorsados), autógrafos,  etc. Realmente um encanto. Nesse espaço a DW recebe os seus artistas, aonde muitos podem testar equipamentos, conhecer as novidades e colocar à prova as verdades ou equívocos dos seus instrumentos. Sem dúvida é um solo sagrado, freqüentado por pessoas como Peter Erskine, Neil Peart, Terry Bozzio, Joey Krammer, Abe Laboriel Jr., etc…  Vasculhando a sala, ainda conseguimos apreciar muitas coisas interessantes, como um bumbo de 23”, PDPs com cores protótipo, DW Collectors com cores que nunca foram e nem serão lançadas, um mural com mais de 100 tonzinhos, cada um com uma cor diferente, mostrando a enorme gama de opções de acabamento que eles fazem, dezenas e dezenas de caixas com cores nunca antes vistas, tambores com madeiras exóticas ainda em teste e por aí vai, é coisa demais.

Saindo da sala, damos de cara com o setup que a DW nos forneceu (com custo) para executarmos o trabalho de backline no Brasil, infelizmente estava tudo na caixa, lacradinho. Trata-se de um kit gigantesco na cor Gold Glass (ouro sparkle), hardware todo banhado em gold com 4 tons, 3 surdos, 4 bumbos, 4 caixas, dezenas de ferragens 5000 e 9000, e um kit Pacific MX completíssimo com 3 tons, 2 surdos e outras coisas. A vontade era de abrir tudo ali mesmo, olhar e brincar com tudo, mas tive de me conter.

Continuando pela fábrica visitamos o setor de montagem das ferragens 5000 e 9000, muitos componentes vêm da China, lá as mesmas são montadas, revisadas, embaladas, estocadas e despachadas para o mundo. Mais adiante passamos pela metalurgia da DW, muitos componentes das ferragens e peças para a montagem dos tambores Collectors e PDP, são fabricamos nessa seção.  Continuando, passamos pelo setor das congas e percussão Gon Bops, uma marca muito famosa e antiga de instrumentos de percussão, que recentemente se fundiu à DW. Logo mais adiante cheguei ao meu paraíso, a fábrica dos tambores, as folhas, aonde se faz o acabamento, local que a alma faz fusão com a matéria e também se torna corpo. Que coisa linda, a cada passo dado eu acabava me deparando com folhas exóticas de acabamento como Mapa Burl e Curly Maple, em dezenas de tambores em estágio inicial e final de acabamento. Olhamos de perto todo o maquinário para a confecção dos tambores, as prensas e lixadeiras. Logo cheguei ao local da montagem final, ali pude ver diversos kits prontos de perto, instrumentos de fato belíssimos! Pessoalmente se tira a prova do carinho, esmero, dedicação e respeito que eles têm pela entidade bateria, não só como empresa que necessita lucrar, crescer e faturar, mas que de fato lucra e fatura fazendo algo digno de aplausos. Lucra fazendo sonhos, e merecia lucrar ainda mais por tudo o que fazem. Terminando a visita na parte de construção das baterias e ferragens, entramos na parte administrativa, logo a frente outro showroom e um grande estúdio, local utilizado para a gravação de vídeos, fotos e criação de todo o material para a “fábula marqueteira” da DW. Mais pro final da visita, pensando em já ter visto o bastante, e já mais que satisfeito, ao entrar no estúdio de fotos e gravação de vídeos, eu quase tropecei em cima de Terry Bozzio e seu gigantesco kit. Ele quietinho, todo humilde, montando o próprio instrumento, àquele monstro que todos nós conhecemos e admiramos. O cara foi um show de simpatia e humildade, nos cumprimentou na hora, veio tirar fotos, conversou, disse que esteve no Brasil com o Fantomas, gostou muito do país, etc…etc…etc… sem palavras, a verdadeira prova de que um grande mestre e ícone também tem carinho, respeito e humildade, talvez seja por isso que ele é e fez o que faz. Agradeço novamente aos amigos Alessandro, Figueroa, Sarah Golden e toda equipe DW pela hospitalidade e carinho. É tanta coisa legal e linda, que é melhor expressarmos com fotos, pois em palavras eu ficaria escrevendo até amanhã. Divirtam-se com as fotos, elas falam mais do que mil palavras.