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Pular Links de NavegaçãoPágina Inicial » Artigos » Professor: ser ou não ser? eis a questão!

E aí galera da música brasuca, belezinha?

Desta vez, vou falar de um assunto delicado: a arte de ministrar aulas. Nestes últimos 11 anos, venho dando aulas particulares e em conservatórios e tenho percebido que, a cada anos, temos mais músicos (tanto iniciantes quanto profissionais) descobrindo que devem estudar, estudar e estudar. E isso é muito bom, pois ser músico é estudar para a vida toda. Até ai tudo bem, certo? Mas tenho percebido, também, que as páginas de classificados das revistas especializadas têm aumentado sensivelmente com nomes de pessoas que pagam um anúncio e já se intitulam professores. Isso tem me preocupado muito. Como poderemos avaliar esses profissionais?

Didática é a palavra chave

Conheço músicos que arrastam os móveis da sala, puxam a televisão de lado, pedem licença para a vovó que está sentada no sofá, montam uma batera qualquer e pronto: é só esperar o aluno chegar. Conheço outros que até têm uma pequena estrutura de equipamentos de ponta, mas isto não basta. Nunca devemos nos esquecer que uma pessoa quando quer ter aulas é porque ela está buscando algo que não vai encontrar apenas vasculhando métodos que podem ser comprados em qualquer loja. Elas procuram exatamente algo que seja particular deste ou daquele professor. Ou seja, normalmente, o aluno quer aprender com determinado músico que ele já deve ter visto tocar e foi isso que o agradou.

Se pensarmos bem, veremos que essa atual "febre" de dar aulas é o resultado da falta de lugar para se tocar. Estas pessoas gostariam de ganhar dinheiro sendo músicos profissionais, tocando ao vivo ou em estúdio. Mas dar aulas não deve ser visto como uma fonte a mais de renda, pois a "grana" é uma conseqüência do trabalho de um professor de música. É ai que entra a metodologia. Didática é a palavra chave. É necessário ter um método de ensino, preparar as aulas para cada aluno, pois cada um tem uma necessidade, uma dificuldade. As aulas devem ser personalizadas e apontar um caminho a ser seguido. Não podemos esquecer, em momento algum, que quando damos aulas, estamos colocando novos profissionais no mercado e que eles vão carregar o nome do professor por toda a carreira, sendo esse professor bom ou ruim.

Todo estudante de música deve ter 3 perguntas na cabeça:

1 - Porque estou estudando música?
2 - Onde vou aplicar este estudo?
3 - Como vou aplicar este estudo?

É muito comum vermos alunos estudando a mesma coisa por vários anos, sem sair do lugar. Isso acontece devido à falta de questionamento. É por isso que estas 3 perguntas devem ser uma constante na cabeça do aluno em relação ao seu professor. Só assim o aluno verá que existe um caminho que deve ser traçado e que exige muitas horas de estudo, muita dedicação e persistência. Quero deixar claro que não existe professor no mundo que faça alguém virar músico. O professor apenas irá mostrar os caminhos mais curtos a serem traçados. O que realmente fará o aluno se tornar um profissional é ele próprio.

Estudar um instrumento é educar a paciência.